domingo, 1 de fevereiro de 2009

OLHAR DIFERENTE, O LER E O ESCREVER


“OLHAR DIFERENTE, O LER E O ESCREVER”



É possível que para “alguns” professores a “nova” concepção com relação à construção do desenvolvimento da leitura e da escrita não seja vista com “bons olhos”. Pois a formação adquirida por esses educadores foi diferente do que se estuda hoje. Buscava-se na concepção tradicional, tida como a forma correta de se ensinar, por isso fica difícil a quebra de mais um paradigma com relação à leitura e a escrita, já que as raízes educacionais são profundas e para muitos é bem mais cômodo permanecer no senso comum. Deve-se deixar bem claro que na concepção de ensino tradicional, nem tudo é jogado fora e, como educador pesquisador que se deve ser, é preciso que se filtre o que existe de melhor para continuar pondo em prática nos dias atuais. Mas muitos de nossos colegas continuam na mesmice não se desarmam para o novo, ou seja, para os novos saberes. Isto me faz lembrar um trecho de uma música em que Elis Regina interpretava: “Pra você que ama o passado e que não vê que o novo sempre vem”.
O tempo não para, as transformações estão ocorrendo de todas as formas e maneiras possíveis: culturais, políticas, econômicas, sociais, tecnológicos... e os professores não podem ficar de fora, somos parte essencial nesse processo de construção dos conhecimentos e um deles é como se aprende a ler e escrever.
Por isso, o professor precisa compreender que a criança passa por vários estágios de aquisição da linguagem oral e escrita, até se chegar à escrita convencional. E que a criança precisa percorrer um longo e doloroso caminho.
Caminho este que se inicia em forma de garatujas, depois desenhos que representam à escrita. E quando a criança já percebe que a escrita representa a fala, usará letras, e este, pode-se considerar um grande (salto) passo para o mundo letrado.
Continuando a percorrer esse caminho, a criança, então, passará a utilizar as letras para denominar as coisas de forma quantitativa, que provavelmente de acordo com as hipóteses que a mesma formulará, chegará à hipótese silábica. Por isso será sempre necessário as intervenções certas do educador.
A hipótese silábica para a criança neste estágio sempre se apresenta ao mesmo tempo falsa e necessária. Para tal o professor deverá está ciente que esta hipótese será um grande salto qualitativo, já que a criança estará fazendo relações entre suas hipóteses anteriores e as formações que a realidade lhe oferece. A criança passará a representar cada letra uma sílaba. Este é um salto qualitativo, salto este que caracteriza a hipótese silábica.
Por isso o professor precisa está “por dentro” desses estágios, processos, caminhos de aquisição da linguagem que a criança percorre para que não diga futuramente e presentemente que está errada a forma com que a criança escreve. Tendo esse conhecimento o professor saberá que esse é um “erro construtivo” da criança, e que a mesma está percorrendo um caminho na direção do conhecimento objetivo.
Fica até mais fácil para o professor que compreende a hipótese com que a criança está trabalhando, pois o mesmo poderá problematizar acirrar e criar condições necessárias para que a criança avance na compreensão do sistema alfabético.
Mas para isso será necessário um “olhar diferente” por parte do professor com relação ao ato de ler e escrever. Olhar de ultrapassar o medo, diante as transformações do mundo e de si próprio.


Daniele de Moura Oliveira
PROFA/2003

A VERDADADE OU A MENTIRA:Uma questão de conveniência?


Vivemos envolvidos em um mundo repleto de conceitos religiosos,sociais,culturais, políticos, morais...

Durante muito tempo somos moldados a acreditar em tudo que nos "pregam". Somos enraizados por um dogmatismo persistente. Mas os paradigmas vem sendo quebrado. Não mais acreditando nas "verdades" que nos são impostas.

Uma "enxurrada" de informações a todo instante, por nós são absorvidas, que nem temos tempo de filtrá-las, para saber se realmente estão nos falando a verdade ou mentira. Hoje, apesar de tanta tecnologia, de tanto avanço cientifico, continuamos sem saber em quem ou o que acreditar. O médico nos receita um remédio para curar determinada doença, passado alguns dias aquele remédio já não cura mais, ou seja, a própria ciência em que diz está com a "verdade", hoje já é capaz de desfazer o que disse; sem falar nos meios de comunicação e seu sensacionalismo, os políticos que nunca cumprem o que prometem...

Não sabemos mais em quem acreditar e, nos tornamos cepticos. Mas somos "homem", temos a capacidade de refletir e agir sobre todas as coisas. Deixemos de lado o senso comum e tomemos atitudes filosóficas. Dessa forma chegaremos a algum lugar, quem sabe a nossa tão "sonhada" verdade.



Texto de Daniele de Moura Oliveira para a disciplina

Produção de Texto -Pedagogia/UFRN.2003

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

ENCERRAMENTO DO ANO LETIVO - FESTA TROPICAL/ 2008



Cada cantinho, cada rotina teve o seu momento e significado durante este ano. Foram muitas as brincadeiras, criatividade, amizade, conflitos sociais, aprendizagem entre outros, já que aprendemos uns com os outros. E nada, nada seria tão interessante, quando realmente deixamos ser tocados pelo o universo infantil e damos a devida atenção a essas crianças. Só assim,somos capazes de vivermos juntos momentos insubstituíveis ao lado desse pequenos e grandes seres descobridores do mundo. Parabéns e obrigada por mais um ano de muita amizade e conhecimento.
Por isso, nada melhor para encerramos o ano, movidos pelo calor do sol escaldante do seridó, ou melhor, pelo calor humano de nossas crianças, onde tivemos uma festa tropical no espaço das amarelinhas,com exposição dos trabalhos dos níveis IV e V.Uma festa regada de muito carinho com gostinho de saudades.

Um Feliz Natal e um Ano Novo repleto de realizações.

Amo vocês!!!
























releitura de telas de Artistas da Terra.



Pinturas em algodãozinho e cartolina





VEJA O CLIPE DA FESTA

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

LENDAS AFRICANAS



Trabalho artístico realizado a partir da lenda da galinha D'Angola, na qual fala sobre a criação do mundo segundo a cultura africana. Depois de contada a história cada criança foi pintar o seu panô, seguindo os motivos de seus personagens que caracteriza algum animail do Projeto anteriormente trabalhado Nesta atividade, exploramos : lendas, formas, cores, texturas, interpretação textual, gênero, animais selvagens e domésticos, a origem do universo em vários seguimentos entre outros assuntos.





















































sábado, 13 de dezembro de 2008

PROJETO CULTURA AFRICANA - NOSSAS RAÍZES



CULTURA AFRICANA - NOSSAS RAÍZES

Através de muita arte aprendemos um pouco sobre nossas raízes africanas e leitura de algumas lendas e história desse povo que enriqueceu e enriquece nossas vidas. Vale salientar também que atividades dessa natureza complementam os estudos de cultura afro-brasileira e indígena que fazem parte dos conteúdos de história/ geografia indicados pelo MEC neste ano de 2008 e nossas crianças já estão fazendo valer neste aspecto. Uma vez que estudamos a Dança do Espontão e Folia de Reis, através de atividades que proporcionaram a dança, arte, história, geografia e língua portuguesa. Atividades que propunham desde a confecção de seus próprios figurinos, localização em mapas (África), leituras de músicas, textos informativos sobre o assunto estudado, movimentos corporais, sequência ritmada, entre outras... Com isso, fomos convidados a se apresentar na Feira de Livros do Sesc em que as crianças deram um show de companheirismo e valorização da nossa cultura. Também não resistiram ao fascínio que é o universo da literatura infantil e tiraram um tempinho para viajar na leitura de alguns dos diversos livros que ali se encontravam



GALERIA DE FOTOS

CONFECCIONANDO OS FIGURINOS








OS ENSAIOS

Inspirado na dança dos Negros do Rosário de Caicó (dança do espontão e baião)- cd da Irmandade.









APRESENTAÇÃO NA FEIRA DO LIVRO DO SESC-OUTUBRO/2









DEIXO AQUI MINHA INDIGNAÇÃO COM RELAÇÃO A VALORIZAÇÃO DA IRMANDADE DOS NEGROS DO ROSÁRIO DE CAICÓ

Um projeto como este não poderia deixar de falar sobre nossos Negros do Rosário, uma vez que como artista da terra e educadora acompanho a cultura de nossa cidade. Como formadora de opinião , pesquisadora e também amante da cultura popular. Descrevo o que todos nós sabemos , ou melhor, vemos com relação ao descaso com relação a esse grupo que a cada ano que passa vem perdendo seu "valor" em nossa sociedade. Como educadora estou fazendo o meu papel de valorização e conscientização de sua importancia para o mundo. Trabalhando sua história e sua contribuição para a cultura do folclore brasileiro. E os poderes públicos estão? Não é isso infelizmente que vemos quando vamos prestigiá-los após as novenas da festa do rosário. Encontramos um grupo com pouquíssimos particiapantes, conta-se nos dedos.Muita vezes descalços, com sandálias ou sapatos rasgados, lanças mal conservadas, camisas velhas... Não existe um fardamento novo, um figurino que valorize o que eles realmente representam. Mas isto é o de menos, o pior é encontrar componentes do grupo que somente se apresentam "movidos ao álcool". Isto mesmo, não existe um projeto consistente de revitalização da Irmandade dos Negros do Rosário de Caicó. NÃO ADIANTA APOIÁ-LOS APENAS NO MÊS QUE ANTECEDE A FESTA, distribuído duas camisetas e um par de tênis. GENTE, ESTAMOS LINDANDO COM SERES HUMANOS,não fantoches que basta anunciar o espetáculo e estão alí sendo manipulados satisfeitos para suas representações.

Deve-se haver, não apenas um apoio material artificial e, sim um apoio HUMANO. Uma Irmandade que apresente uma autoestima elevada, que voltem a ter orgulho do que realmente são. Com um apoio oferecido durante o ano todo, não apenas material, social e cultural como lhe é de direito. Algo que realmente os façam sentir-se orgulhosos e, que finalmente não precisem estar "alcoolizados" para apresentarem sua coreografia única em todo o Brasil.

Isto que relato aqui é constatado em dissertações, artigos entre outros. Deixo abaixo alguns links pesquisados como algumas fotos que comprovam o que foi dito.

Aqui encontraremos um desabafo do que realmente acontece com a atuação perante a irmandade, não fugido da atual realida em 2008, infelizmente: pesquisa.dnonline.com.br/document/?down=6751

No Jornal Seridó -Domingo, 14 de Outubro de 2007 Padre Edson Medeiros fez uma declaração que diz o seguinte:"... fica pouco tempo para organizar o evento, porque no mês de agosto em virtude da realização da Festa de Sant'Ana, no mês de Julho, não tem como tratar do assunto". Em nota o jornal enfatiza que:

" a igreja católica celebra as festas coincidindo com a data dedicada ao Santo, o que não acontece com a Festa do Rosário por questão de acomodação".
Ou seja, isto vem a constatar o que foi dito anteriormente, falta um projeto por parte da Secretaria de Cultura em conjunto com a igreja e apoio político de nossa cidade, para apoiar a Irmandade dos Negros do Rosário o ano todo e não somente no mês de Outubro. Vale salientar que este relato aconteceu em 2007, no entanto, estamos em 2008 e a situação permanece a mesma. Até quando? As fotos são de 2008 e comprovam o descaso. Diz o ditado "o que os olhos não vê o coração não sente". VERDADE. Infelizmente o que presenciei doeu e muito. Depois da novena todos ficam a espera da apresentação dos Negros do Rosário, como educadora, cidadã caicoense e apreciadora da cultura e arte regional fomos prestigiar a apresentação. O que encontramos foi pessoas forçadas a desenvolver os passos da coreografia, figurinos maltrapilhos... O pior foi ver um dos integrantes discutir em plena apresentação negando-se a executar os passos, mais que isso, não foi executado. UMA VERGONHA!!!!! E pior dizem que dão apoio. Em que sentido? BASTA. Quando se trabalha para a valorização dos mesmo, passando para as crianças que serão o futuro de nosso planeta, nossas raízes em realidade encontramos o despreso por parte daqueles mesmo que representam a cultura de seu povo. O que dizer? O que fazer? Se a decepção E INDIGNAÇÃO é tamanha.







No mesmo dia cada um com uma vestimenta diferente. Observe a postura do rapaz, praticamente escorado na lança, que deve ser considerada como um instrumento sagrado. Será que eles tem noção mesmo do que estão representando?


Será que existe mesmo apoio cultural aqui?


Observem o estado das lanças, dos pés de seus integrantes. Existe incentivo a Cultura?

E quando um componete que está aí se recusa a dançar como se deve. O que realmente falta? Se dão apoio material, somente isto basta, mediante esta situação?
Todos que estavam presentes neste dia 23 /10/2008 viram isto, pena que nem todos tem coragem em falar. E quando é relatado, é porque somos leigos, não estamos frente a cultura de nossa cidade.
ESPERO QUE PARA O ANO ISTO REALMENTE MUDE.